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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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163 NOVAS ESPÉCIES DESCOBERTAS NA REGIÃO DE MEKONG

Mäyjo, 04.02.17

mekong

O sudeste asiático é conhecido pela sua imensa biodiversidade, e a informação hoje avançada pelo Fundo Mundial para a Natureza vem confirmar isso mesmo. Em 2015 foram descobertas 163 espécies, entre elas uma serpente com cores do arco-íris na cabeça e uma lagartixa com cornos parecida com um dragão.

 

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza, entre as espécies encontradas na região que se estende pela China, Birmânia, Laos, Tailândia, Camboja e Vietname contam-se nove anfíbios, 11 peixes, 14 répteis, 126 plantas e três mamíferos.

Uma variedade de plátano de flor vermelha descoberta no norte da Tailândia, uma rã alaranjada encontrada no Camboja e Vietname ou uma lagartixa de pele azul pálida encontrado no Laos são apenas alguns dos exemplos da espantosa biodiversidade que podemos encontrar no relatório da WWF hoje publicado.

Entre 1997 e 2015 foram encontradas 2409 novas espécies na região, qualquer coisa como uma nova descoberta a cada duas semanas.

Casa de uma das maiores diversidades da natureza do mundo, o Grande Mekong é igualmente uma das regiões do mundo mais afectadas pela caça furtiva e pelas consequências do desenvolvimento desenfreado levado a cabo pelo homem.

Foto: Wikiwand

BANCO ASIÁTICO PARA O DESENVOLVIMENTO: CIDADES ASIÁTICAS NÃO ESTÃO PRONTAS PARA ENFRENTAR CHEIAS

Mäyjo, 21.12.15

Banco Asiático para o Desenvolvimento: cidades asiáticas não estão prontas para enfrentar cheias

Com o avanço das alterações climáticas os fenómenos extremos vão-se tornando cada vez mais frequentes e rigorosos. Se partes do mundo experienciam secas extremas, outras atravessam inundações que causam prejuízos em vários sectores económicos e por vezes reclamam vidas humanas e de animais.

No último Inverno, este foi um flagelo que atingiu a Europa e mereceu atenções mediáticas alargadas. Contudo, este flagelo é uma realidade anual de muitos países asiáticos, que nem sempre merecem atenção mediática nem soluções governamentais eficientes.

“As cidades asiáticas não estão prontas para enfrentar cheias”, defendeu Amy Leung, diretora de desenvolvimento urbano e divisão de água do Departamento para o Sul da Ásia do Banco Asiático para o Desenvolvimento durante uma conferência do Congresso Mundial da Água.

De acordo com a responsável, as inundações na ásia aumentaram entre três a quatro vezes nos últimos anos e as soluções para lidar com o problema são ineficazes. “Não se está a fazer o suficiente ao nível do planeamento estrutural”, afirma Leung.

Um dos principais obstáculos apontados pela diretora do Banco Asiático para o Desenvolvimento é a falta de uma resposta rápida por parte das cidades às movimentações migratórias. “O planeamento é a curto prazo. Há pessoas a viver em condições deficientes”, sublinha.

Para Amy Leung, a solução para evitar que as cheias na Ásia atinjam as dimensões catastróficas que estamos habituados a ver passa por um planeamento urbano holístico, onde as várias entidades cooperem entre si para criar uma estratégia a longo prazo e eficaz, bem como edifícios e espaços que consigam minimizar os efeitos das inundações.

Foto: Asian Development Bank / Creative Commons

POR QUE RAZÃO O EVERESTE É TÃO ALTO?

Mäyjo, 25.04.15

everesteaaA maior montanha do mundo. Até quando?

 

O Mar Aral

Mäyjo, 31.10.14

O Mar de Aral, com uma área de aproximadamente 68 mil quilómetros quadrados, era considerado (até pouco tempo atrás) o quarto maior lago do mundo. Contudo, essa realidade mudou de forma drástica e tudo o que resta hoje nessa área da Ásia Central, entre as fronteiras do Cazaquistão e do Uzbequistão, é um deserto tóxico.

A tragédia ecológica começou na década de 1960, quando a água dos grandes rios que alimentavam a bacia lacustre foi desviada com o objetivo de irrigar milhões de hectares de algodão. A NASA documentou durante os últimos 14 anos uma série de fotografias de satélites que evidenciam a extinção de qualquer rastro de água sobre o que foi uma vez o grande Mar de Aral. Para evidenciar essa realidade irreversível, foram divulgadas duas imagens, uma correspondente ao dia 19 de agosto de 2014, e outra de 25 de setembro de 2000.

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 Fonte: El Universal  

Túnel que une Europa a Ásia abre em Istambul

Mäyjo, 10.12.13

Túnel que une Europa a Ásia abre em Istambul (com FOTOS)

 

Tem-se falado muito sobre o grande desenvolvimento de projectos em Istambul e um deles, finalmente, abriu, após nove anos de trabalho e quase três mil milhões de euros gastos. Trata-se do primeiro túnel a passar debaixo do estreito de Bósforo, que separa a Europa da Ásia.

O túnel de 14 quilómetros integra a rede suburbana Marmaray, sendo capaz de transportar, na sua lotação máxima, 75 mil passageiros por hora. De acordo com o governo turco, a ligação facilitará as conexões, retirará pessoas das estradas e pontes e ligará os dois continentes. O Presidente Erdogan prometeu ainda que o túnel irá ligar Londres a Pequim.

Pode-se questionar porquê o túnel demorou tanto tempo a ser inaugurado, uma vez que a necessidade de uma alternativa às pontes rodoviárias já se impunha há algum tempo. As duas pontes existentes no Bósforo estão constantemente congestionadas e Istambul tem das piores afluências de tráfego do mundo.

Os planos de criação do túnel remontam 150 anos atrás, com o sultão Abdülaziz. Contudo, numa cidade como Istambul, construída sobre vestígios de várias urbes históricas, nada é fácil. Quando as equipas começaram a escavar o túnel, encontraram um cais medieval do porto bizantino de Teodósio, com 37 embarcações repletas de artefactos. A remoção e preservação dos mais de 40 mil objectos demorou vários anos.

Contudo, os verdadeiros problemas são ainda mais profundos. Istambul é conhecida por ser uma zona propícia a terramotos, estando o túnel situado a pouco mais de 17 quilómetros de uma falha. Por esse motivo, este teve de ser construído 60 metros abaixo do nível do mar, constituindo o transporte suburbano mais profundo em todo o mundo.

Por outro lado, o terreno é pouco compacto e húmido, tornando-se líquido aquando de um terramoto. Para fixar o túnel, os engenheiros tiveram de tomar medidas extremas, revestindo-o de aço e injectando na terra envolvente uma espessa camada de betão.

A parte submersa teve ainda de ser completada com duas juntas de aço e borracha flexíveis, para que, durante um terramoto, a estrutura mexesse em vez de partir. Se houver algum problema, existem portas em cada extremidade do túnel que protegerão de uma tempestade as ruas e a rede de metro.

Apesar das rigorosas medidas de segurança, há quem considere que o túnel abriu cedo demais. É o caso da Câmara de Arquitectos e Engenheiros Turca, que crê não existir segurança suficiente. Impõe-se, assim, uma luta entre esta Câmara e o governo, tendo a primeira sido afastada da participação nas decisões de planeamento da cidade após a sua oposição aos planos governamentais relativos ao Gezi Park.

Segundo o The Atlantic Cities, a inauguração consistiu num golpe publicitário do Presidente Erdogan, que a pretendeu fazer coincidir com o 90º aniversário da República da Turquia. Na realidade, apenas três das 37 estações projectadas irão abrir este mês. A finalização da rede Marmaray ainda demorará alguns anos.

 

 

 

 

 

in:Green Savers